Sexta-feira
Um rei ofereceu um prêmio ao artista que pintasse a melhor imagem da paz. Dois pintores apresentaram suas obras. O primeiro pintou um lago espelhado, montanhas calmas e um céu azul sem nuvens. Todos acharam que aquela era a imagem perfeita da paz. O segundo pintou montanhas escuras, uma tempestade furiosa e uma cachoeira barulhenta.
O rei observou a segunda pintura e viu, atrás da cachoeira, um pequeno arbusto crescendo em uma fenda da rocha. Ali, um passarinho havia construído seu ninho e dormia tranquilamente, apesar do barulho e da tempestade. O rei escolheu esta pintura, explicando que a verdadeira paz não é a ausência de problemas.
"Paz é a capacidade de manter o coração calmo, mesmo quando estamos cercados pelo caos e pela tempestade", disse o monarca. A paz que depende do exterior é frágil, mas a paz que nasce no interior é inabalável. Ela é um refúgio que construímos dentro de nós mesmos, independentemente das circunstâncias.
Não busque a paz apenas no silêncio do mundo, mas na quietude da sua alma. Sereno é aquele que, mesmo em meio às lutas diárias, consegue manter o seu centro e a sua doçura. A verdadeira paz é um estado de espírito, não uma ausência de ruído.