Sexta-feira
Havia uma ponte suspensa sobre um vale profundo. Estranhamente, ela não tocava completamente nenhuma das margens. Terminava alguns passos antes do solo firme.
Quem desejava atravessá-la precisava dar um pequeno salto final.
Muitos desistiam ao perceber isso. Queriam segurança absoluta até o último centímetro.
Mas aqueles que se arriscavam descobriam algo inesperado: o salto era curto, quase simbólico. O medo era maior que a distância.
A ponte ensinava o que nenhuma estrutura sólida poderia ensinar: em algum ponto da vida, você precisa completar o caminho com o próprio corpo.
Nem tudo será entregue pronto até o fim.