Segunda-feira
Havia uma janela simples em uma casa pequena, voltada para uma rua silenciosa.
Todas as manhãs, alguém a abria devagar, como quem dá permissão para o dia entrar.
Nem sempre o céu estava azul. Às vezes havia nuvens, vento frio e sinais de chuva.
Mesmo assim, a luz encontrava um jeito de passar pelas frestas e tocar o chão da sala.
Aquela janela não mudava o mundo lá fora, mas mudava o ar de dentro da casa.
Talvez a vida seja assim. Nem sempre podemos escolher o tempo que chega, mas podemos abrir espaço para que alguma luz entre em nós.