A cadeira vazia

Segunda-feira
Havia uma cadeira vazia encostada perto da janela. Todos os dias, ela recebia o sol da manhã, o silêncio da casa e o vento leve que entrava pelas frestas.

Por muito tempo, aquela cadeira pareceu apenas um espaço sem ninguém. Mas quem olhava com mais atenção percebia que ela também guardava descanso, espera e memória.

Às vezes, a vida deixa lugares vazios dentro da gente. Ausências que não sabemos explicar, pausas que parecem longas demais e silêncios que fazem falta.

Mas nem todo vazio é abandono. Alguns espaços existem para que a alma respire, se organize e aprenda a acolher novas presenças.

O tempo ensina que uma cadeira vazia também pode ser convite. Convite para sentar consigo mesmo e ouvir o que o coração vinha tentando dizer.

No fim, não era apenas sobre uma cadeira. Era sobre aprender que alguns vazios não vêm para destruir, mas para ensinar a gente a se reencontrar.