Terça-feira
Muitas das identidades que construímos dependem de contextos: trabalho, relacionamentos, papéis sociais, expectativas externas. Mas o que acontece quando essas estruturas balançam ou desmoronam? O que sobra quando você já não pode se definir pelo que faz ou pelo que os outros veem?
Esse momento costuma ser assustador, porque revela o quanto você se apoiava em coisas que não eram permanentes. Ao mesmo tempo, ele abre espaço para algo mais verdadeiro. A identidade que sobra não é grandiosa, mas é real. Ela se manifesta na forma como você reage à dor, naquilo que ainda considera importante, nos valores que permanecem mesmo quando tudo muda.
Hoje, observe quem você continua sendo quando o barulho diminui. Ali mora sua identidade mais honesta.