Justiça ouve testemunhas de acusação e defesa de duplo latrocínio em Carazinho

Ocorreu na manhã desta quarta-feira (18) no fórum de Carazinho uma audiência interrogatória referente ao crime ocorrido no dia 13 de janeiro no Parque Municipal João Alberto Xavier da Cruz, em Carazinho. Naquela ocasião três jovens de Não-Me-Toque que faziam trilhas foram surpreendidos por criminosos armados que roubaram seus pertences e fugiram depois de matar duas das vítimas.

O juiz Bruno Massing de Oliveira e o promotor de justiça Juliano Griza ouviram nesta manhã testemunhas da defesa e acusação. Familiares das vítimas, Alexandre Soder (28) e Carlos Henrique Hoppen (22), metalúrgicos da cidade de Não-Me-Toque, compareceram usando camisetas estampando fotos dos dois jovens. A viúva de Alexandre, que estava grávida do segundo filho do casal na ocasião do crime, levou o bebê que tem pouco mais de um mês.

Presentes, também, os acusados Carlos Eduardo de Lima Martins da Costa e Weslei Rabuske da Costa, que foram ouvidos em audiência na última segunda-feira, dia 16.

A audiência de hoje é um último ato do processo, na sequência, o juiz dará a sentença. A assessoria do MP explica que como latrocínio é um crime contra o patrimônio, e não um crime contra a vida, os acusados não vão a júri. O juiz toma sua decisão a partir desses contatos em audiências com as partes envolvidas.

Execução

Em entrevista para a Rádio Gazeta, Franciele de Carvalho, prima do sobrevivente, o terceiro trilheiro, disse que a versão dele é de que foi uma execução, que nenhuma das vítimas reagiu, como alegam os réus. ”Mandaram deitar, ficar com a cabeça baixa, e eles foram mortos como estavam, deitados”. 

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(Fotos Grupo Gazeta).

Fonte/Reprodução: PortalGazeta

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