Grupo protesta por suposto erro médico que levou bebê à morte no Clínicas

Criança que nasceu em 9 de dezembro teria sofrido corte em cesárea de emergência

Jessica Hübler

Familiares deixaram cartazes em uma das entradas do Hospital de Clínicas.
Familiares deixaram cartazes em uma das entradas do Hospital de Clínicas. 

Um protesto foi realizado no fim da tarde desta terça-feira em frente ao Hospital de Clínicas de Porto Alegre. O grupo pedia justiça para Maria Clara, uma bebê que nasceu em 9 de dezembro de 2020 em uma cesárea de emergência e sofreu uma lesão na região do crânio durante o procedimento.

Amigos e familiares de Maria Clara pedem pelo afastamento dos profissionais envolvidos. A bebê ficou internada na UTI do hospital desde o dia em que nasceu e, em 4 de janeiro, foi constatada a morte cerebral e os aparelhos de ventilação mecânica foram desligados dia 7 de janeiro.

Maria Clara foi sepultada no sábado, 9 de janeiro, no Cemitério da Santa Casa em Porto Alegre, no dia em que completaria um mês de vida. Em entrevista à TV Record, a mãe da bebê, Bruna Delazari, afirmou que a causa do óbito foi a lesão no cérebro. “É isso o que temos de resposta”, contou. O corte teria atingido o tronco encefálico de Maria Clara.

Após o protesto, a tia de Maria Clara, Tayana Lacerda, falou que a equipe disse para Bruna, no dia do parto, que o corte havia sido superficial. “Depois de uma hora do parto, levaram ela para fazer tomografia e ela estava tendo convulsões, foi quando falaram que havia uma hemorragia por conta do corte e que o caso estava complicado”, relatou. Além disso, Tayana destacou que a família precisou levar os laudos dos exames para um neurologista fora do hospital para entender o que tinha acontecido.

Bruna ainda destacou que nem no pior pesadelo imaginaria algo como o que ocorreu. “É horrível, minha filha nasceu perfeita, não tinha um problema de saúde”, detalhou. Em nota, o Hospital de Clínicas de Porto Alegre informou que “registrou uma complicação grave ocorrida em um parto realizado no dia 9 de dezembro. Desde então, a instituição concentrou-se em prestar a melhor assistência ao bebê, tomando todas as medidas possíveis, além de prestar apoio psicológico à família”.

O hospital ainda ressaltou que “lamenta profundamente o ocorrido e manifesta sua total solidariedade à família” e reiterou que segue o padrão de todos os hospitais universitários e, na realização do parto, houve assistência de médicas residentes, já formadas e se especializando em pós-graduação, e médicas contratadas de Obstetrícia e Pediatria, supervisionando o procedimento.

“Desde a identificação do evento adverso o hospital acionou todas as instâncias cabíveis e está averiguando todo o procedimento por seus canais competentes. A equipe da Gerência de Risco manteve contato diário com a família, com total transparência, disponibilizando todas as informações e documentos solicitados. Em paralelo, a instituição também tem dado suporte psicológico às equipes envolvidas”, consta ainda na nota enviada pelo hospital.

Link da Notícia: https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/geral/grupo-protesta-por-suposto-erro-m%C3%A9dico-que-levou-beb%C3%AA-%C3%A0-morte-no-cl%C3%ADnicas-1.552365

Fonte/Reprodução: CorreioDoPovo

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