Desenvolvimento Social entrega média de 100 sacolas de alimentos por dia

Ação faz parte das medidas de auxílio diante da pandemia de Covid-19. Servidores tem trabalhando bastante para atender as demandas dos carazinhenses

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Quando a pandemia de Covid-19, a secretaria de Desenvolvimento Social de Carazinho viu a demanda aumentar consideravelmente. A doença que tem impedido as pessoas realizarem aglomerações, forçando o uso de máscara e álcool gel, também impactou na renda das famílias, especialmente aquelas cujos membros trabalham de forma autônoma. Com menos recursos, muitas estão tendo dificuldades para se manter, inclusive no que tange a alimentação.

Em entrevista à Rádio Diário AM 780, na manhã desta segunda-feira (29), a secretária de Desenvolvimento Social, Andreia Schmitz, informou que a demanda pelos serviços do setor segue no mesmo ritmo desde o início da pandemia. Em alguns dias, até aumenta.

“Os trabalhadores autônomos ficaram sem trabalho porque todos pararam. A renda diminuiu e muitos buscaram o auxílio emergencial e este também tem sido uma questão em que estamos auxiliando. Muitas pessoas não sabem baixar o aplicativo e buscam orientação. Nossa equipe está preparada para isso”, informou.

Segundo Andreia, algumas pessoas que poderiam ter acesso nem pediram o benefício por considerarem complicada a operação do aplicativo.

“Às vezes falta orientação e estamos auxiliando as pessoas. Sempre pedimos que procurem ajuda que estamos à disposição”, reiterou.

Diariamente, segundo a secretária, as equipes do Desenvolvimento Social entregam uma média de 100 sacolas de alimentos, o que no mês chega a representar perto de duas mil, considerando apenas os dias úteis.

“Quando chove muito este ritmo diminuiu um pouco porque também precisamos preservar a saúde dos nossos servidores, mas eles estão sempre dispostos a realizar o trabalho que precisa ser feito. Em Carazinho temos este diferencial de entregar os alimentos nas casas. Outros municípios optaram por montar um centro de distribuição, mas nós estamos indo nas casas justamente para evitar que as famílias saiam sem necessidade ou formem aglomerações para buscar estes alimentos”, declarou.

Para ter acesso aos alimentos e produtos de limpeza e higiene disponibilizados pelo Desenvolvimento Social, as famílias que preenchem cadastro precisam atender a determinados critérios. A partir das informações prestadas, é feito um cruzamento com o banco de dados do Governo Federal. Segundo Andreia, o objetivo é evitar que alguma família receba auxílio duplo (do Desenvolvimento Social e mais outro órgão, por exemplo).

“É um trabalho bem detalhado para que possamos atender a todos que pedem ajuda”, pontuou.

Agasalhos

Embora em 2020 as campanhas de agasalhos ocorreram de forma diferente em virtude da pandemia, não ocorrendo em dias específicos, a secretaria segue recebendo doações. Quem tiver interesse em contribuir por levar sua doação até a sede do CELTI (próximo ao posto de saúde do bairro Pádua), nas quartas-feiras. Não é necessário sequer descer do veículo. Segundo a secretária, vestuário másculo e infantil é o que mais falta.

Ajuda da comunidade e recursos federais

Para atender a tanta necessidade, conforme Andreia, o Município recebe verbas federais específicas para determinada ação no combate a Covid-19. Por exemplo, chegou recursos para compra de EPI’s para as equipes que atuam na linha de frente. Também veio dinheiro para aquisição de alimentos ricos em proteína (ovo, carne e leite) para serem destinados a órgãos específicos como o Recanto São Vicente de Paulo e a APAE. Os recursos chegam para ações específicas. Se o Município não utiliza para aquele fim, precisa ser devolvido. Além disso, ele vem fatiado, de acordo com as demandas e precisamos prestar contas rigorosamente.

Fonte/Reprodução: https://diariodamanha.com/noticias/desenvolvimento-social-entrega-media-de-100-sacolas-de-alimentos-por-dia/

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